Um post um pouco diferente. O foco do dia de hoje é para reflexão total. Aproveitem o resto de domingo pra isso! A mensagem é para a VIDA.

Um post um pouco diferente. O foco do dia de hoje é para reflexão total. Aproveitem o resto de domingo pra isso! A mensagem é para a VIDA.
O que vem a sua cabeça quando se fala em música digital? O iPod, da Apple. E se o assunto é software? A Microsoft. E internet? O Google, é claro. E refrigerante? Coca-Cola. Fast-food? McDonald’s. É, o mundo vive sob o império das marcas. Elas se confundem com o próprio produto. Sua importância hoje equivale (e, em alguns casos, supera) a ativos como fábricas, sistemas de distribuição, etc. Isso explica por que o valor das 100 marcas mais poderosas do mundo saltou 33% entre 2007 e 2008 e atingiu US$ 1,9 trilhão. No período anterior, o crescimento já havia sido vigoroso, de 21%. Os dados são do Brandz Top 100 Most Powerful Brands, elaborado pela Millward- Brown, uma das mais importantes consultorias em gestão de marcas do mundo. No levantamento, a área de tecnologia domina a cena. Entre as dez primeiras colocadas, seis se encaixam nessa categoria. O campeão é o Google – cuja assinatura vale mais de US$ 86 bilhões. No alto do pódio das que mais cresceram encontra-se a BlackBerry, cujo salto foi de 390%.
Em segundo lugar ficou a Apple (123%), à frente de outra grife do mundo virtual, a Amazon (93%). Um olhar mais profundo nesses resultados, porém, revela que não é exatamente o fator tecnológico que determina o vigor dessas marcas. O que há de comum entre elas, na verdade, é a capacidade de criar e oferecer coisas novas. “A inovação é o grande revitalizador de uma marca”, afirma Valkiria Garre, diretora-geral da Millward- Brown no Brasil.
O trabalho da MillwardBrown se baseia em dois grandes critérios. Um deles é financeiro e mede qual a contribuição da marca (um ativo intangível) para o lucro da companhia. O segundo critério é a visão do consumidor em relação a cada uma das 50 mil marcas avaliadas em todo o mundo. Para isso, um milhão de pessoas foram ouvidas em 31 países, Brasil inclusive. Daí, projeta-se o valor da marca, levandose em conta o setor e os riscos embutidos no negócio. Da análise desses dados, os consultores da Millward chegaram à conclusão de que a pedra de toque no valor da marca é a inovação.
Isso fica claro em dois dados sobre o Brasil, destacados do estudo da Millward especialmente para DINHEIRO. Um deles refere-se à Skol. Tratase de um produto sem qualquer apelo tecnológico, não é? No entanto, ela aparece em oitavo lugar entre as marcas mais valiosas desse setor, a única no ranking de dez vendida apenas em um país – as outras nove são globais. Pois, a Skol possui uma forte tradição em inovações. Foi a primeira cerveja em lata do Brasil, lançou novidades como a long neck de boca mais larga, além de embalagens com design arrojado. “A Ambev elegeu a marca para ser pioneira nas inovações da empresa, até porque o público-alvo da Skol é jovem”, afirma Valkiria.
Outro exemplo é a H2O, o refrigerante de limão, menos gasoso do que seus concorrentes. Em dois anos de existência, revela o estudo, ele ganhou o coração dos brasileiros. “Essa ascensão derruba o mito de que é necessário muito tempo para a construção de uma marca”, destaca Felipe Ramirez, diretor da Millward- Brown na América Latina. Na avaliação dos especialistas da Millward, a H2O atingiu rapidamente essa posição graças à diferenciação no sabor e devido ao apelo de bebida saudável – vendida, aliás, como água e não refrigerante, o que provocou uma enxurrada de críticas dos concorrentes. Mas se a surpresa foi fundamental para o sucesso da H2O, por que a Coca-Cola, um dos mais antigos refrigerantes do mundo, continua merecendo um amplo espaço no coração dos consumidores brasileiros, como revela o estudo? Ramirez responde. “A inovação da Coca está na comunicação”, afirma ele. “É o marketing com linguagem jovem, e um eterno apelo emocional, sem ser piegas.”
*Publicado na Revista Isto É Dinheiro, em 30/04.
Depois de participar por três meses da seleção do Aprendiz 5 - O Sócio e não ficar entre os 16 finalistas do programa, só restou - além de uma excelente experiência e aprendizado - esperar ansiosamente pela estréia do programa. E, finalmente, o primeiro episódio foi ontem. Não poderia de deixar de comentá-lo aqui.
Há muito o que se analisar. Transportar o público para a Grécia, na abertura do programa, foi, no mínimo, interessante e instrutivo. Apresentar uma forma para que o telespectador interaja via sms ou mensagem de voz, foi uma boa sacada e inovação. E uma forma a mais de ganhar dinheiro, claro…Roberto Justus veio mais implacável do que nunca, afinal, não quer amadores para seu sócio.
Para desespero de todos aqueles que, como eu, almejaram um dia estar no Hilton, o desempenho dos candidatos foi , quando muito, sofrível. E não há quem diga diferente, inclusive o próprio Justus. Trazer logo de cara uma prova mais lúdica, foi sensacional… mas que acabou, literalmente, indo por água abaixo devido à atuação das equipes. Realizar um evento para mobilizar a cidade na concepção deles é imprimir um folhetinho de quinta, colocar uma faixa na cidade e fazer algumas camisetas…lamentável. Quero acreditar que os discursinhos prontos, os clichês, a vontade de aparecer de forma errada e a total falta de visão do todo, seja apenas nervosismo e pouco entrosamento das pessoas. Que os que muito falaram nessa tarefa e nada fizeram, na próxima, se quiserem apontar, que apontem, mas ofereçam também soluções, sejam mais pró-ativos. Justus volta com seu humor peculiar e tiradas, o que é muito bom. Principalmente para sacudir os candidatos que deixaram a desejar. Aqueles que se diziam empreendedores, definitivamente não tiveram foco, tampouco criatividade. Não souberam lidar com o novo e superar alguns desafios de uma prova que fugia um pouco das suas expertises…Foi triste de se ver.
Que venha logo o segundo episódio, onde tiraremos a prova dos nove e veremos quem de fato é pato e quem de fato é águia…Lembrando que enxerga mais longe aquele que voa mais alto!
Quem matou quem? Sem comentários. ![]()
E, como hoje é feriado… resolvi postar algo mais light, que recebi de uma amiga. Vale boas risadas!
JORNAL NACIONAL
(William Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por lobo na noite de ontem…’.
(Fátima Bernardes): ‘… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia’.
PROGRAMA DA HEBE
(Hebe Camargo): ‘… que gracinha gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’
BRASIL URGENTE
(Datena): ‘… onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público!
E foi devorada viva… Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.’
REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.
REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.
O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.
ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.
AGORA
Sangue e tragédia na casa da vovó
REVISTA CARAS
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte, na ilha de Caras)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa’
REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! mito ou verdade ?
DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
O comportamento do consumidor brasileiro não é diferente do consumidor de outros países. Segue a tendência global de valorização de marcas autênticas, da praticidade e das ações socialmente responsáveis. Este movimento, chamado de “Novo Consumismo”, vem sendo sistematicamente observado em diversos estudos realizados há quatro anos pela TNS InsterScience, líder mundial no segmento de pesquisas de mercado Ad Hoc (sob encomenda). As pesquisas reuniram 21 mil entrevistas e foram realizadas em 12 cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Campo Grande, Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Uberlândia. Segundo Karina Milaré, diretora da área de Consumo da TNS InterScience, na agenda de decisões de compra do consumidor, atributos como honestidade, confiança e veracidade passaram a ser muito valorizados.”Os estudos de marca mostram grandes oportunidades para que as organizações se posicionem de forma transparente e sinalizem o desejo concreto de construir relacionamento com os consumidores”, destaca.
Além da transparência, outro requisito que o consumidor valoriza nas empresas é o bem estar coletivo. Um indício disso é o comprometimento com seus colaboradores, com as comunidades em que atuam e com o meio ambiente. Mas a preocupação com o coletivo não é responsabilidade exclusiva das organizações. Atitudes como reciclagem de lixo e economia de água, cada vez mais freqüentes no dia-a-dia dos consumidores, também são exigidas das organizações. Buscando o bem estar pessoal, entre os novos desejos do consumidor aparecem: a alimentação saudável, boas horas de sono, mais tempo livre e com a família, enfim, tudo para compensar o individualismo, a vida virtual e o ritmo acelerado da vida contemporânea.
A personalização, outra característica do Novo Consumismo, apresenta-se sob diversas faces: autenticidade (pessoas desejando sentir-se únicas, destacadas da massa); customização (consumidores que adaptam produtos, buscando soluções que atendam seu gosto e necessidades pessoais). Milaré explica que atualmente existe uma tendência muito forte em relação à personalização, a chamada customização de produtos. “Hoje, o consumidor quer deixar tudo ‘com a sua cara’, imprimir o seu estilo, dar o seu toque”.
Outro fator que o consumidor preza é a originalidade, ou seja, a valorização de serviços e marcas genuínas.
Essa mudança de comportamento exige respostas mercadológicas apropriadas. Os consumidores procuram a proximidade verdadeira com as organizações. Nesse sentido, não basta parecer, é preciso ser. “O posicionamento tem que se materializar em ações concretas e features de produtos ou serviços que legitimem a mensagem publicitária. Relações com os consumidores dissonantes dos valores da marca trazem vulnerabilidade”, conclui Karina.
(Publicado em portaldapropaganda.com.br)
Cada vez me convenço mais que o atendimento tem que ser um profissional 1001 utilidades! Sempre antes de uma reunião - quando há espaço -converso com o cliente sobre amenidades, pra dar uma quebrada no gelo antes de entrarmos no assunto que motivou o encontro. Já há tempos venho reparando que esse bate papo acaba virando uma terapia. Isso mesmo. Não raro, o cliente começa a contar o quanto está cansado, o quanto seu trabalho o tem consumido, seus problemas com filhos, marido e esposa. E quando o assunto é outro executivo da mesma empresa? Que saia justa!
Especialistas explicam que isso acontece porque os executivos são muito absortos em seus trabalhos, extremamente envolvidos com suas metas e desafios, por isso, quando alguém oferece uma brecha para que se tenha outro tipo de assunto, eles sentem-se confortáveis - e agradecidos - por terem a oportunidade de se abrirem, mesmo que só por um momento. Momento esse, aliás, que muitas vezes alivia o cliente para que ele possa voltar à sua difícil rotina corporativa, cheia de cobrança, pressão e responsabilidades.
O resultado dessas reuniões sempre é positivo, digo isso por experiência própria! Se não naquele momento, com certeza em um futuro bem próximo. Aberturas como essas fortalecem a aliança do cliente com a agência, faz com que ele passe a confiar mais no atendimento e que se tenha uma relação transparente de ambas as partes.
E, nessas horas, o melhor a se fazer é escutar. Nada de propor soluções radicais ou, ainda, aproveitar e também começar a falar dos seus problemas! O bom atendimento está sempre pronto a facilitar a vida do cliente, ainda que só servindo de ouvinte.

Todos os domingos pela manhã vou à feira. Tinha o hábito de comprar minhas frutas em diversas barracas. Um dia, já indo embora, percebi que havia esquecido de comprar morangos e o fiz na primeira barraca que apareceu na minha frente. Afinal, o calor estava de matar, as sacolas pesadas e não via a hora de chegar em casa…definitivamente não era o momento de ir em busca do melhor preço.
Ao perceber que eu estava interessada nos morangos, o vendedor prontamente saiu de trás da banca e pegou minhas sacolas. Eu disse que não havia necessidade, que queria apenas uma caixinha de morango. Ele não se importou. Imediatamente pegou um pêssego, cortou e me deu um pedaço. Não satisfeito, fez o mesmo com uma ameixa. Depois, abriu um saco de cerejas e me deu algumas. Mesmo após tanta cordialidade, comprei apenas os morangos. Depois que paguei (R$3,00), ele chamou um menino e disse para ele me acompanhar até o carro levando minhas compras.
Na semana seguinte, depois de comprar tudo o que precisava, exceto as frutas, me dirigi à tal barraca. Luciano (o vendedor), me avistou de longe, correu em minha direção, pegou minhas compras e me cumprimentou pelo nome. Entre comer uma fruta e outra - sempre oferecida por ele - separei tudo o que precisava. De quebra, convencida pelo feirante, ainda levei outras que nem estavam na minha lista. Pra minha surpresa, ao fechar a conta, o valor superou em R$ 17,00 o montante que eu tinha no bolso. Com um sorriso no rosto, Luciano disse que isso não era problema e que eu poderia acertar na próxima compra e ainda me deu uma bandeja de frutas variadas de presente.
No outro domingo, não tive a menor dúvida e, de novo, comprei todas as frutas na barraca do Luciano. Como ele estava atendendo outro cliente, preferi esperar um pouco do que ser atendida por outro vendedor. Pude então observar a atenção que ele dava a todos os clientes que se aproximavam. Ele sabia o nome de cada um deles e sempre perguntava pela esposa, marido, ou filhos - também pelo nome!
Hoje, praticamente um ano depois, nem lista de frutas eu faço mais. Luciano é quem resolve o que devo trazer pra casa ou não, quais as frutas que estão saborosas e me orienta que dia da semana devo comê-las, quando estarão no ponto certo. Durante a compra, conversamos sobre futebol, cinema, últimas notícias…
Semana passada Luciano estava feliz como nunca e super ansioso, pois irá se casar agora no dia 1 de maio. Como esse foi o último domingo antes do casório e semana que vem ele estará em lua de mel, levei, com todo o gosto, um presente de casamento. Enquanto escolhia comigo as frutas, fomos interrompidos pelo menos umas três vezes. Eram clientes que também estavam deixando um presente para o casal.
Há todo tipo de cliente, sim. Mas também me deparo com vários perfis de vendedores. Luciano, sem sombra de dúvida, deixa muito gerente comercial de grandes empresas no chinelo. Luciano vende frutas, mas também dá de presente a seus clientes sua atenção, seu sorriso, sua boa vontade… Se o preço das frutas é mais caro? Sinceramente? Pouco me importa e tampouco aos outros clientes. O atendimento vale!
Nos últimos dias, devido ao sensacionalismo adotado pela imprensa no Caso Isabella, venho me questionando sobre até onde deve ir a tal da Liberdade de Imprensa. Oras, sou jornalista e completamente a favor do uso livre da expressão e da divulgação dos fatos, mas acredito que também deva haver uma certa dose de responsabilidade daqueles que o fazem.
O crime praticado foi brutal, sem dúvida alguma. A comoção é nacional. Todos sentem a perda da menina sorridente e de rosto angelical. Todos dividem com a mãe a dor dos acontecimentos (se é que isso é possível). Todos clamam por justiça. Até aí, tudo perfeito. E onde entra a imprensa e sua responsabilidade nesse caso?
Já atuei em redação diária de pequenas, médias e grandes empresas jornalísticas e em minhas veias também corre a adrenalina de um furo de reportagem, de uma entrevista exclusiva… mas tudo tem o seu limite. A imprensa também é uma forte formadora de opinião e, apesar de livre, deve tomar certos cuidados com a palavra e com as notícias, suas ferramentas de trabalho. Principalmente com os meios que utiliza para chegar até elas.
Tenho assistido a manifestação popular e o trabalho da imprensa com certa indignação. A confusão é geral. Faixas, cartazes, gente por todo o lado, jornalistas, câmeras de tv, câmeras fotográficas, carro de polícia, seguranças particulares…um verdadeiro caos diante do prédio e casa dos familiares e da própria delegacia.
Entendo que este é o trabalho da imprensa. Mas será que a cobertura toda desse caso, da forma massante que está sendo feita não está estimulando as pessoas a quererem não a justiça feita pela lei, mas a realizada com as próprias mãos? Nas últimas duas semanas a audiência dos canais que voltaram 90% da sua programação para a cobertura do caso aumentou cerca de 6% no período da tarde. Pessoas aglomeram-se em frente às bancas de jornais para lerem as últimas manchetes. Salvos ontem e hoje que o assunto principal foi o terremoto, todos os dias, em todos os veículos de comunicação o caso era a notícia principal em todas as primeiras páginas e capas. Cada vez mais os canais de televisão mostram a reação dos populares e o que se vê é uma massa revoltada, que apedreja advogados, familiares, que invade o prédio, que grita “assassinos”, que não sai da porta da casa dos indiciados, da delegacia, causando um verdadeiro tormento para os vizinhos e moradores dessas ruas.
O que mais me deixa indignada é notar que grande parte desses manifestantes quer somente aparecer. Pessoas que dão entrevistas sem argumentos, que dizem fatos que já foram até mesmo desmentidos, porém que ganham cada vez mais espaço na mídia.
O casal é culpado ou inocente? Eu tenho a minha opinião e não é ela que importa aqui nesse momento. O fato é que, mesmo antes das conclusões da polícia, a imprensa, da forma com que colocou os fatos, já induziu a população a acreditar que sim. Fomentando cada vez mais o pré-julgamento do casal. Dando força a essa massa que agora, acredita na justiça feita com as próprias mãos.
Oras, quantas Isabellas já não morreram? Quantos bebês já não foram atirados contra a parede pelos próprios pais? Quantas crianças não são espancadas pela família diariamente? Muitas não é mesmo? Mas talvez façam parte de uma classe social mais baixa, ou de uma parcela da população marginalizada, que - na visão de muitos - já está acostumada a viver com essas barbaridades. E talvez, por isso mesmo, não valem uma manchete ou uma manifestação popular.
Como telespectadora, como jornalista, como ser humano, não vejo a hora em que esse caso seja solucionado. E os culpados presos. Pela pequena Isabella, por sua família e por todos aqueles que estão sofrendo injustamente toda essa represália. Só assim todo esse circo será desarmado.